quinta-feira, 15 de novembro de 2012

As mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto


Quase que diariamente ao ver TV, revistas ou acessar a internet, nos deparamos com notícias de celebridades anunciando a gravidez. O tempo passa, acompanhamos a barriga crescer, reparamos no quanto ela engordou e até palpitamos na escolha do nome. Até aí tudo bem, tudo normal, mas o espantoso é que, poucos meses depois de dar à luz, lá estão elas novamente posando lindas e magras em campanhas publicitárias.
Vendo isso, muitas mulheres ficam na dúvida se é possível voltar a forma antiga instantaneamente, mas da mesma maneira que o corpo precisou de nove meses para se transformar, vai precisar de tempo e de muita disciplina para voltar a ser o que era antes.
Quando uma mulher engravida, tudo ao seu redor se transforma: a casa, o casamento, a família e a rotina em geral, mas a maior mudança é a que acontece internamente, no corpo e na cabeça das futuras mamães.

Útero:
 Durante a gestação, ele cresce 50 vezes o seu tamanho normal e, após o nascimento do bebê, começa a se contrair naturalmente aos poucos, o que pode gerar cólicas, principalmente durante aamamentação. Até o final do primeiro mês, o útero retorna ao seu tamanho normal.Logo depois de ganhar o bebê e vivenciar as primeiras sensações da maternidade, a mulher entra no período pós-parto, também chamado de puerpério, resguardo ou quarentena, quando os órgãos reprodutivos começam a realizar o movimento de regressão para voltar ao seu estado normal. É nesse contexto que, pela primeira vez depois de meses, ela vai encarar o espelho sem um bebê na barriga. Para muitas mulheres, essa pode ser uma experiência chocante, mas sabendo o que acontece no corpo após a gestação, fica mais fácil entender que tudo é uma questão de tempo.
Lóquios: Um corrimento vaginal parecido com a menstruação ocorrerá entre 20 e 30 dias. Ele começa bem vermelho e vai perdendo a cor aos poucos. Se depois desse período ele persistir pode ser sinal de alguma infecção.
Menstruação: Existem mulheres que só voltam a menstruar depois do parar de amamentar, mas isso não é uma regra. Geralmente, volta-se a ovular e menstruar entre quatro e seis meses após o parto.
Hormônios: A prolactina, hormônio responsável pela produção do leite aumenta, dificultando o funcionamento da função reprodutiva.
Intestino: Costuma ficar mais lento e acumular gases e, em algumas mulheres, podem aparecer hemorróidas que, consequentemente provocam prisão de ventre nos primeiros dias.
Vagina: Durante algum tempo, a dor na região da vagina e do períneo é normal devido ao desequilíbrio hormonal. A falta de lubrificação também pode acontecer devido à amamentação.
Seios: Durante a amamentação, ocorre o desenvolvimento definitivo das mamas, por isso, os seios não ficam exatamente como eram antes, mas aos poucos voltam a ficar parecidos com o que eram. Nos primeiros dias, podem ficar doloridos, pois estão se preparando para a amamentação. Em momentos de excitação, pode haver vazamento de leite, se isso acontecer durante a relação sexual, não se assuste.
Flacidez: A flacidez dos seios ocorre em função da gravidez e não da amamentação, portanto, o fato de não amamentar para evitar a flacidez dos seios não tem fundamento. Na barriga, a flacidez pode ocorrer devido a hiperdistensão da parede abdominal. Isso ocorre com todas as mulheres e exercícios físicos podem atenuar e, em muitos casos eliminar o problema.
Cabelo: Durante a gravidez, o aumento dos hormônios faz com que os cabelos de algumas mulheres fiquem mais grossos e caiam menos, mas após o parto, o cabelo volta ao ciclo normal de crescimento e queda, podendo ficar com aparência mais ressecada e frágil. Outro motivo é o fato do corpo priorizar energias para a produção de leite e para proteger a saúde da mãe.
Pele: As alterações hormonais na gestação também influenciam na pele do rosto que pode ficar marcado com acne, erupções, manchas e aumento dos pêlos. Depois do parto, a pele fica mais seca e as manchas tendem a diminuir, quando não sumirem completamente. As temidas estrias também diminuem e clareiam com a perda de peso, mas elas são definitivas, então o melhor é prevenir durante a gestação usando bastante óleo, controlando o ganho do peso e fazendo massagens.
Barriga: Depois do parto, a barriga continua maior que o normal e aos poucos vai desinchando, mas leva algum tempo para voltar ao que era antes e nenhuma solução rápida como cirurgia é indicada. De fato, algumas mulheres conseguem recuperar a forma em poucos meses como algumas artistas, mas isso depende de fatores hormonais, alimentares e de toda uma preparação, portanto se for o seu caso, pode sentir-se privilegiada.
Quadris: Durante a gravidez, o corpo se adapta para alojar o bebê, por isso os quadris ficam mais largos e dificilmente voltam ao tamanho anterior. Essa mudança pode ser bem sutil e passar despercebida, mas no geral, após o parto, o corpo das mulheres ganha uma nova forma.
Libido: Fatores hormonais somados ao cansaço causado pela nova rotina podem reduzir a libido da mulher diminuindo sua disposição para o sexo, mas aos poucos essa disposição volta e o casal encontra junto a melhor maneira de recomeçar. O mais indicado é que essa retomada aconteça depois da quarentena para evitar desconfortos e infecções.
Emoções: As emoções estão afloradas com tanta novidade e responsabilidade, o que deixa muitas mamães confusas, com medo e inseguras em relação ao bebê, ao corpo, ao relacionamento e a tudo, e isso tudo é natural. Contar com a ajuda e com a compreensão do companheiro, dormir bem e relaxar na medida do possível pode ajudar a se estabilizar emocionalmente.
Apetite: Existem mulheres que têm mais apetite depois da gestação do que antes, e como a alimentação do bebê depende exclusivamente da mãe, é fundamental se alimentar bem. A escolha de alimentos nutritivos e menos calóricos como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras é a mais indicada. Dietas nesse período não são recomendadas.
Raciocínio: De acordo com o neurocientista Pilyoung Kim, autor do artigo The Plasticity of Human Maternal Brain: Longitudinal Changes in Brain Anatomy During the Early Postpartum Period publicado na revista Behavioral Neuroscience, as mudanças hormonais aumentam o cérebro na área que envolve o raciocínio e as motivações. Além disso, a falta de sono e a preocupação podem atrapalhar a memória.
Peso: Na hora do parto, a mulher perde em média seis quilos, que correspondem ao peso do bebê, da placenta, do líquido amniótico e dos sangramentos. Daí em diante, a melhor aliada para a perda de peso é a amamentação. O corpo queima gordura para produzir leite, sendo assim, quanto mais o bebê mamar, maior será a perda de peso. Uma alimentação saudável também é fundamental para recuperar o peso, mas nada de dietas nessa fase, se for o caso, procure um nutricionista. Atenção para a retomada da prática de exercícios físicos que deve ser feita gradualmente e com autorização médica.
Fonte: SiteDicasdeMulher

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A dentição dos bebês


A dentição dos bebês
Alguns bebês atravessam a fase de dentição sem nenhum problema, mas outros podem se sentir incomodados. Para aliviar a dor, dê alimentos frios e mordedores, e passe um pouco de gel anestésico na gengiva do bebê. O primeiro dente nascerá aproximadamente depois de seis meses de vida e a fase de dentição pode durar até que a criança complete dois anos.
Assim como os adultos, os bebês podem ter mais ou menos sensibilidade. Alguns passam por essa fase sem maiores complicações, enquanto outros ficam muito angustiados. Bochechas vermelhas, inchaços, gengivas sensíveis, perda de apetite, baba, um pouco de febre e choro durante o dia, são os sinais da dentição.

Além de carinho especial, dê a ele:

-Um mordedor duro para acalmar as gengivas irritadas. Deixe um ou dois no congelador antes de dar para o bebê, para que ele se sinta mais aliviado.
-Uma cenoura gelada (se seu bebê já tem um ou dois dentes, cuidado. Ele pode morder a cenoura e acabar se engasgando) ou uma banana pequena congelada.
-Paracetamol para bebês, para ajudar a baixar a temperatura e aliviar a dor. Nunca dê mais do que a dose recomendada.
-Um remédio homeopático que contenha camomila, para esfregar na gengiva.
-Um gel anestésico para passar nas gengivas doloridas. Além disso. peça conselhos a seu farmacêutico.
Se mesmo assim você ainda ficar preocupada com alguma mudança de comportamento em seu bebê, procure um pediatra. Quando acabar a fase de dentição, cuide dos dentes de seu bebê escovando-os suave e regularmente com pouca pasta infantil.
Fonte: SiteDiscoveryMulher

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Brinquedos terão nova classificação etária


 Shutterstock













Sempre que decide comprar um presente para o seu filho, você fica parado em frente à prateleira da loja de brinquedos tentando descobrir qual é mais indicado para a faixa etária dele? Esse problema tende a não acontecer mais a partir do ano que vem. Isso porque a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), em parceria com a comissão dos brinquedos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), desenvolveu um documento que visa regulamentar a classificação por faixa etária de todos os brinquedos comercializados no país. O objetivo é padronizar essa indicação, que hoje é feita aleatoriamente por cada fabricante. Ela se dividirá em 16 faixas de idade: de 0 a 3 meses, de 3 a 6 meses, de 6 a 9 meses, de 9 a 12 meses, e, depois, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12 anos

O estudo, oficialmente apresentado na ABNT na sexta (28), ficará disponível no site da instituição por 60 dias para consulta pública, ou seja, qualquer cidadão poderá acessá-lo e deixar seus comentários. Após esse período, a ideia é que ele seja aprovado pelo Inmetro e vire uma regulamentação oficial, alterando a portaria já existente. “Qual é a regra para estipular a faixa etária de um brinquedo hoje? Nenhuma! Mas é preciso se atentar de que um brinquedo não adequado para a idade não ajuda em nada a criança, pelo contrário, pode até atrapalhar”, diz Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, que afirma ainda que os brinquedos representam atualmente 42% dos produtos certificados pelo Inmetro.

Para Maria Ângela Barbato Carneiro, pedagoga e coordenadora da Brinquedoteca da Faculdade de Educação da PUC-SP, a iniciativa é muito interessante e ajuda não só o mercado, mas principalmente a criança e sua família. “Muitas empresas, na ânsia de vender o produto, colocam uma faixa etária muito abrangente, mas o brinquedo pode ser totalmente inadequado para os menores. Essa nova classificação é uma forma de orientar os consumidores e evitar que as crianças tenham acesso a brinquedos que não contribuam com o desenvolvimento delas”, opina.

A estimativa da associação é que os brinquedos fabricados a partir de abril de 2013 já sigam com a nova norma - inclusive os importados que, caso não estejam de acordo com a regra, serão devolvidos.

O documento foi desenvolvido com a ajuda de 20 especialistas, entre educadores, psicólogos, engenheiros e médicos, e foram necessários dois anos de estudos, em que os profissionais avaliaram, além da questão da segurança, como o brinquedo pode ajudar no desenvolvimento físico, emocional e intelectual da criança. A iniciativa é pioneira no mundo e será apresentada na semana que vem em uma convenção no Japão. A expectativa é a de que o modelo seja seguido por fabricantes de todo o mundo. “Existe um documento nos Estados Unidos, mas ele não é seguido por ser muito complexo e subjetivo. Existe uma grande carência nessa área, já que, hoje, o que normalmente temos é ‘não recomendado para menores de tal idade’, mas isso não especifica para qual faixa etária o produto é indicado”, explica o engenheiro Mariano de Araújo Bacellar Neto, coordenador técnico da Comissão de Brinquedos na ABNT. 
Fonte: SiteCrescer

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Os truques para engravidar funcionam?


  shutterstock













Tirar férias, transar dia sim, dia não, e até erguer as pernas para cima no fim da relação. Muitos são os “truques” populares para engravidar. Mas será que eles funcionam? Conversamos com o obstetra e ginecologista Aberto D’Aurea, diretor do grupo da Maternidade Pro Matre Paulista e do Hospital Santa Joana, em São Paulo, para saber quais dessas "técnicas" são realmente eficientes e quais não passam de mitos. 
Sexo todos os dias, com dia e hora marcados!
O que diz o especialista - “O maior inimigo da gestação é a ansiedade. Você não pode exigir data e horário para a ação da natureza. O corpo não aceita imposição. O que ajuda na hora de engravidar é a entrega que a mulher faz no momento da relação. A tensão e cobrança só atrapalham e levam ao fracasso. A relação sexual deve ser espontânea, mas já se sabe que, quando ela acontece todos os dias, a qualidade de volume do esperma diminui. O melhor é fazer pausas de dois a três dias entre uma relação e outra.” 

Transar no dia fértil é certeza de engravidar 
O que diz o especialista – “O dia fértil existe, mas não é uma regra. Num ciclo normal de 26 a 32 dias, a mulher normalmente ovula entre o 11° e 15° dia. Além disso, outros fatores podem afetar a ovulação.” 

Erguer as pernas para cima funciona
O que diz o especialista - “De fato, é recomendado que a mulher permaneça deitada para não perder parte do esperma que pode escorrer pelas pernas, caso ela se levante. Se a mulher tem o útero retrovertido, recomenda-se que, após o ato sexual, ela se vire de bruços e permaneça assim por uns 20 minutos. Já, se o útero está lateralizado para a direita, após a relação, ela deve manter o corpo virado para a esquerda. Se o útero for lateralizado para a esquerda, nesse caso, vira-se o corpo para a direita. Mas essas medidas são polêmicas, pois nem todos os médicos concordam e, claro, não são garantia de gravidez.” 

Na hora da relação, coloque um travesseiro embaixo do bumbum
O que diz o especialista – “No caso do travesseiro, se a pessoa se sente bem com ele abaixo do quadril, ótimo! Então que coloque o travesseiro. O importante é relaxar e não impor normas durante o ato sexual que prejudiquem a sua espontaneidade.” 

Para engravidar, férias! 
O que diz o especialista – “As chances de gravidez aumentam nas férias porque a mulher está mais relaxada e o convívio com o parceiro também é maior. Se o local escolhido para o descanso for a praia, melhor ainda. Nesse ambiente, você visualiza o corpo do parceiro por horas antes do ato sexual, o que aumenta o grau de excitação da relação. Banhos de mar também ajudam a tornar a vagina menos ácida, aumentando a sobrevivência dos espermatozoides no interior dela. 

De olho na temperatura corporal 
O que diz o especialista – “Esse método não é recomendado porque está sujeito a muitas oscilações. A temperatura pode ser alterada por muitos fatores como, por exemplo, uma relação sexual no dia anterior à medição ou mesmo uma ida ao banheiro.” 
Fonte: SiteCrescer

6 dicas de como lidar com o engasgo de bebês e crianças


 Shutterstock













Uma das grandes aflições das mães, principalmente as que têm o primeiro filho, é o medo de que eles engasguem. Apesar de ser difícil, é importante manter a calma caso isso aconteça. Engasgos leves, com líquidos, não são tão graves assim, principalmente se a criança estiver rosada. “Eles, aliás, são mecanismos de proteção do bebê, que fecha a glote para que aquele alimento não passe para as vias respiratórias”, diz Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio Libanês (SP).

O fundamental, no entanto, é prevenir acidentes maiores. Nunca deixe moedas, brincos, pilhas de relógio ou quaisquer objetos pequenos ao alcance das crianças. Selecionamos abaixo algumas dicas de como evitar o engasgo e o que fazer se ele acontecer: 
- Após amamentar, deixe o seu filho em pé, por 15 minutos. E não estranhe se não ouvir nenhum barulho. O ar sai por gravidade. Por outro lado, muitas vezes os pais deitam a criança assim que escutam ela arrotar, mas é preciso respeitar esse tempo total;
- Algumas crianças engasgam principalmente no início da amamentação, período em que elas não conseguem coordenar direito a respiração e deglutição. Se o seu filho estiver faminto, uma dica é: após 15 ou 20 segundos do início da mamada, tire a boca dele do seu peito, para que se recupere do cansaço inicial. Depois, você vai perceber que ele entra num ritmo mais pacífico;
- Respeite o tempo certo de introduzir novos alimentos na dieta do seu filho. Segundo o especialista, papinhas devem ser oferecidas somente a partir dos 6 meses, sempre com pedacinhos para que seu filho aprenda a mastigar. Mas a regra não vale para todas as crianças. Há aquelas que demoram mais tempo para se acostumar com os pedaços. Converse com o pediatra do seu filho e tire todas as dúvidas sobre a alimentação dele;
- Nunca entregue na mão da criança um alimento que possa se desprender em pedaços grandes na boca, como salsichas, cachos de uvas, pães, bolachas;
- Se com todos os cuidados ainda assim seu filho engasgou, atenção: “Se perceber que a criança está com dificuldade respiratória, mas respirando e rosada, não tente tirar o corpo estranho, porque ele pode ir para um ponto onde nem a passagem parcial de ar vai existir. Vá para o hospital”, afirma o pediatra;
- Já, em casos extremos, se você não conseguir uma ajuda de emergência e a criança não estiver respirando e arroxeada, alguns procedimentos de emergência, indicados por especialistas, podem ajudar.
Fonte: SiteCrescer

domingo, 23 de setembro de 2012

Que valores você ensinou a seu bebê hoje?


Nos cuidados cotidianos com o bebê, você transmite lições que formam uma sólida base para toda a vida. Veja quanta coisa seu filho aprende apenas pela sensibilidade e amor da mãe


Mãe e bebê
É na convivência inicial com a mãe que o bebê forma a base afetiva para o seu desenvolvimento
Foto: Getty Images
Que tal uma experiência? Feche os olhos e pense nos momentos que vivenciou com seu bebê hoje. Relembre as atitudes que teve diante das reações dele e tente detectar as mensagens contidas em cada procedimento. É provável que você se espante com a quantidade de liçõesque transmitiu ao seu filho.
Um dos principais teóricos da importância da mãe e do ambiente familiar nesses ensinamentos foi o pediatra, pensador e analista Donald Woods Winnicott, que viveu entre 1896 e 1971, na Inglaterra. Segundo Winnicott, a educação emocional dos primeiros meses é decisiva para que o bebê consiga transformar suas potencialidades em capacidades.
É na convivência inicial com a mãe que o bebê forma a base afetiva para o seu desenvolvimento. É desse relacionamento que ele extrai a percepção do lugar que ocupa no mundo, de sua importância e de como interagir com as pessoas ao redor. Trata-se de um aprendizado puramente sensorial. Não depende de aulas nem de estímulos especiais. Selecionamos as situações mais frequentes e significativas para ajudar você a perceber a riqueza dessas simples lições de amor que enriquecem a relação e criam a base emocional e moral para o desenvolvimento futuro da inteligência e da sociabilidade.
Diálogo é troca
Muito antes de balbuciar as primeiras palavras, seu filho já pode ser iniciado na arte da comunicação. É assim que ele descobre que diálogo é troca. Trata-se de uma lição que você transmite, sem saber, de várias maneiras. Seja numa "conversa" com o bebê, fazendo pausas para que ele responda com um arrulho ou um agitar de braços, seja numa brincadeira do tipo "cuca, achou", em que cobrir e descobrir o rostinho da criança reforça uma importante noção de alternância. Aliás, nesse jogo, vale de tudo: contar histórias, comentar a respeito de como foi seu dia ou, simplesmente, nomear objetos e partes do corpo. É bem verdade que, agora, o pequeno não entende nada do que você está dizendo. Nos primeiros meses, as palavras chegam ao seu filho como uma espécie de doce cantilena - ele percebe mais o tom com que as coisas são ditas do que cada som individualmente. Aos poucos, porém, o bebê começa a discernir os sons e, mesmo antes de falar, já intui que as palavras têm um sentido e não podem ser usadas de forma aleatória. Esse domínio e essa compreensão da língua é que vão lhe garantir no futuro a capacidade de se comunicar por intermédio de discursos bem estruturados e coerentes.
Um dia depois do outro
Para um adulto, parece óbvio que, em circunstâncias normais, acordar pela manhã traz a possibilidade de reencontrar pela frente situações, lugares e pessoas que já faziam parte de sua vida na véspera. O bebê, porém, não sabe que a realidade tem aspectos permanentes. Quem ensina isso é a mãe, à medida que estabelece uma rotina estável para ele. Ao repetir os mesmos rituais – mamada, banho, passeio etc. - em horários semelhantes, você estabelece um esquema que se fixa na mente da criança e com o qual ela aprende a contar antes mesmo de compreender como tais fatos combinam entre si. É um processo que ajuda a sedimentar a idéia de que o mundo se comporta de maneira previsível - o que é extremamente reconfortante e indispensável para a estabilidade emocional de um ser humano em construção. Outra noção trazida pelo respeito à rotina é a de tempo. À medida que os acontecimentos se repetem numa seqüência, o bebê internaliza essas experiências como marcadores cronológicos. Logo vai distinguir o dia da noite, a hora de dormir da hora de acordar.
Vá em frente, você consegue
A cena é conhecida. Agora que o baixinho já senta, você o põe sobre um tapete ou no cercadinho, com vários brinquedos em volta. Na ânsia de mexer com "tudo-ao-mesmo-tempo-agora", ele logo espalha várias coisas para longe de si e, depois, tenta alcançá-las. A menos que algo tenha caído numa posição realmente fora de alcance, você resiste à tentação de devolver o brinquedo e incentiva o bebê a ir buscá-lo. Ao fazer isso, está mostrando a seu filho que ele tem habilidades inesperadas e consegue se virar sozinho. Vale até trapacear um pouco, aproximando o desejado brinquedinho, mas deixe-o cumprir sua parte e comemore a vitória, principalmente se o pequeno acaba de bater o próprio recorde de roladas. É assim que a criança aprende que pode superar seus limites e que vencer desafios traz resultados bem gratificantes.
Começo, meio e fim...
Enquanto os adultos partem de uma tarefa para outra quase mecanicamente e com extrema rapidez, crianças pequenas precisam de tempo e de uma etapa de transição entre os vários acontecimentos. Elas vivem no que os especialistas chamam de "estado de continuidade" e se sentem aflitas diante de interrupções bruscas, ruídos inesperados e mudanças frenéticas de atividade. O resultado pode ser um estado de stress permanente, muito prejudicial ao desenvolvimento psíquico. Por isso, você acerta ao ter calma e paciência para ensinar ao bebê que tudo tem começo, meio e fim, e que cada coisa tem um ritmo próprio. As mamães fazem isso intuitivamente quando lidam com a criança adotando gestos suaves, falam devagar com ela ao mudá-la de uma atividade para outra e quando, na hora da mamada, colocam o bebê próximo do seio e o deixam se satisfazer de forma natural.
Sentimentos merecem respeito
Mãe que é mãe percebe e interpreta corretamente os sinais que o bebê envia por meio de caretas, choros, resmungos ou, ao contrário, mantendo-se sereno ou caindo numa alegre gargalhada. Algumas demonstrações típicas de que você entende e respeita os sentimentos do seu filho acontecem quando não insiste em empurrar mais uma colher de papinha depois que o pequeno se deu por satisfeito ou quando ele dá um choramingo na hora da soneca e você o instala confortavelmente num lugar silencioso, onde possa dormir com tranquilidade. Essa série de atitudes mostra ao pequeno que vale a pena expressar o que sente e que sua opinião não tem o valor de um zero à esquerda.
O esforço compensa
Todo bebê que começa a engatinhar é um desbravador nato. Ele precisa de espaço, de uma área segura, livre de móveis e bibelôs delicados, mas que também ofereça desafios e possibilidades de conquista. Por isso, quando você cria um ambiente no qual a criança possa se locomover sem riscos, mas deixa pequenas iscas (objetos coloridos, de diferentes formas e tamanhos) que ela gosta de descobrir e dominar, está lhe dando a chance de interiorizar a noção de que sempre existe uma novidade a ser explorada e de que, com um pouco de esforço, muitas recompensas podem ser obtidas.
Emoção é tudo
O contato olho no olho, as cantigas e as gracinhas reafirmam para seu filho sua importância e valor. A convicção de ter um lugar no mundo se instala logo nos primeiros meses e tem como origem a percepção, por parte do bebê, de ser alguém desejado pela mãe. Com seu radarzinho supersensível, mesmo crianças muito pequenas captam sinais de rejeição e se ressentem quando a mãe assume uma postura "técnica" ao atendê-las, sem se envolver emocionalmente. Não vale, por exemplo, segurar o bebê com impaciência ou como se ele fosse um bibelô. Ele precisa sentir que, ao segurá-lo no colo, a mãe o envolve de modo protetor, completo e amoroso.
Fonte: SiteMdeMulher

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Aprenda a aplicar o batom vinho, mania entre as famosas


O batom vinho marcou presença nas passarelas nacionais e internacionais e não sai dos lábios das famosas. Quer testar a boca da estação? Confira este passo a passo e aprenda a maneira correta de aplicar o cosmético para conquistar um visual poderoso


Emma Stone, Rooney Mara e Kate Bosworth são fãs do batom vinho
Fotos: Getty Images
Chique, moderno e sensualíssimo, o batom vinho está fazendo o maior sucesso entre as famosas. A tendência, que já apareceu nas novelas, está em primeiro lugar na lista dos produtos mais pedidos na Central de Atendimento da Globo. Quer copiar a boca da estação? Siga os conselhos do maquiador Ton Reis, do salão Fashion Clinic (RJ), um dos queridinhos das celebridades: "A cor vinho combina com todas as tonalidades de pele e cabelo. Mas por chamar a atenção, faça um teste antes de sair. Se gostar do que vê no espelho, pode apostar, sem medo!". Acompanhe o passo a passo e prepare-se para atrair os olhares.

Passo a passo


Ilustrações: Reprodução MÁXIMA
1. Use um lápis de contorno de boca - na cor do batom, um tom mais claro ou nude.

2. Cubra a linha a lápis com o batom vinho. Em seguida, preencha os lábios.
Ilustrações: Reprodução MÁXIMA
3. Com a ajuda de um papel absorvente, tire o excesso do produto. Depois, espalhe pó facial sobre a boca.

4. Reaplique uma nova camada de batom.

Linda 24 horas

Dia: Para um visual clean, use apenas batom vinho e rímel nos olhos. Um rabo de cavalo bonito finaliza o look.

Noite: Aplique sombra cintilante suave nas pálpebras e, para um olhar marcante, passe delineador preto rente aos cílios superiores e rímel. Fica lindo de morrer!

Sugestão de produtos


Fotos: Divulgação
1. Soul Batom, cor Ruby, Eudora, R$ 10,50*
2. Batom Cuba, Duda Molinos, R$ 30*
3. Ideal Shade Pó Compacto Facial, marrom-claro, Avon, R$ 29*
4. Make B. Lápis Retrátil para Lábios, cor de boca, O Boticário, R$ 29,99*
5. Batom vermelho I, Natura UNA, R$ 34,50*
*Preços pesquisados em agosto/2012
Fonte: SiteMáxima

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

SUS terá vacina contra catapora a partir de 2013


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, anunciaram neste sábado (4), no Rio de Janeiro, parceria para transferência de tecnologia entre o laboratório público Bio-Manguinhos e o laboratório privado britânico GlaxoSmithKline (GSK). A parceria possibilitará a produção nacional da vacina tetra viral, que vai imunizar as crianças contra quatro doenças – caxumba, rubéola e sarampo, já inseridas na tríplice viral, ofertada no Sistema Único de Saúde desde 1992 -, e a varicela, mais conhecida como catapora.

A vacina será disponibilizada ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde a partir de agosto de 2013. Será aplicada em duas doses: a primeira, quando a criança tem 12 meses, e a segunda, aos quatro anos de idade.
“Com apenas uma picada o Brasil vai poder proteger suas crianças contra quatro tipos de doenças. Hoje, temos dados que mostram que quase 11 mil pessoas são internadas por ano pela varicela e temos mais de 160 óbitos. Além disso, tem uma economia no trabalho dos profissionais de saúde, pois usa-se apenas uma agulha, uma seringa, um único local de conservação”, declarou o ministro Alexandre Padilha.
INVESTIMENTO - O Ministério da Saúde investirá R$ 127,3 milhões para a compra de 4,5 milhões de doses por ano. Atualmente, a vacina contra catapora não faz parte do calendário básico de imunizações anual do SUS. É disponível em dose separada na rede pública apenas em épocas de surto e campanhas específicas.
Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, além de capacitar os profissionais e criar plataformas para o desenvolvimento de outras vacinas, esse tipo de acordo barateia significativamente o preço das doses. “O preço global da vacina tetra custará R$ 28 por unidade, incluindo o preço da tríplice. No mercado privado, essa vacina custa R$ 150. Só podemos ter um programa que distribui gratuitamente vacinas para todo o país, porque temos a competência nacional de produzi-las”.
A vacina tetra viral que vai entrar para o calendário básico de imunizações do SUS é segura - tem 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. Com a inclusão da vacina no SUS, o Ministério da Saúde estima uma redução de 80% das hospitalizações por catapora. Por ano, cerca de 11 mil pessoas são internadas pela doença. Com a tetra viral, o SUS passa a oferta 25 vacinas, 13 delas já disponibilizadas no calendário básico de imunizações.
PARCERIAS- Nos acordos de transferência de tecnologia, firmados pelo Ministério da Saúde, a produção se dá por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), feito com os laboratórios públicos. Nessa parceria o Ministério é responsável pela compra dos medicamentos. Já os laboratórios da rede privada, são responsáveis por produzir o princípio ativo e transferir a tecnologia. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra do medicamento por cinco anos. 
Esta é a sétima parceria entre o laboratório privado GSK e o laboratório público Bio-Manguinhos. Desde 1980, os laboratórios produzem em parceria as vacinas contra poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) – que causa meningites e outras infecções bacterianas –, tríplice viral, rotavírus, dengue e pneumocócica conjugada, que protege contra a pneumonia e meningite causada por pneumococo.
Ao total, estão em vigor 35 PDPs para a produção de 33 produtos, sendo 28 medicamentos e quatro vacinas. As parcerias envolvem 37 laboratórios, 12 públicos e 22 privados, nacionais e estrangeiros.
Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

5 mitos e 2 verdades sobre o comportamento do seu bebê

Bebê não entende discussão de adulto 
MITO. A criança pode não compreender o que está sendo dito, mas percebe o ambiente estressado e as vozes alteradas dos pais. Aí, sente-se insegura e angustiada, e pode chorar e até acordar de madrugada. E o impacto não é momentâneo. Ela leva essas questões ao longo da vida. “Pode se tornar uma criança tímida, que tem dificuldade de se relacionar, ou o contrário, e ser impulsiva, que só sabe pedir alguma coisa gritando”, afirma Marta Pires Relvas, neurobióloga e psicopedagoga, professora de neurociência e aprendizagem da Faculdade Integrada AVM (RJ). 

Se bater no rosto de alguém, é porque vai ser agressivo 
MITO
. Isso faz parte do comportamento dele. Pode ser uma forma de fazer carinho – e aí você precisa ensinar o jeito certo – ou uma maneira de chamar atenção porque percebeu que você ficou atento ao que aconteceu. Tenha paciência e não encare como um tapa. Explique que não é legal e que pode machucar.

Recém-nascido pode viajar de avião 
VERDADE. Converse com o pediatra e veja as regras para embarque com a companhia aérea. A TAM, por exemplo, permite que bebês com oito dias viajem mediante atestado médico. Na decolagem e no pouso, para aliviar a pressão, amamente. E fique tranquilo: recém-nascidos não têm mais chances de desenvolver dor de ouvido que qualquer outra criança mais velha. Se a viagem não for imprescindível, espere ele completar 3 meses, porque aí o sistema imunológico vai estar mais fortalecido. 

Não faz diferença ler histórias para bebês 
MITO. Seu filho pode não entender o conteúdo de um conto dos Irmãos Grimm, mas, com poucos meses, vai começar a construir uma história com o próprio imaginário a partir da maneira como você conta e a entonação da voz que usa. Essas imagens estão relacionadas com a linguagem: significa que ele vai ter mais familiaridade com as palavras, conseguir se expressar melhor e ser um bom ouvinte. E ali tem início o primeiro contato dele com a literatura infantil. 

Festa deixa a criança agitada 
VERDADE. Algumas ficam mais sensíveis, choram e podem ter até dificuldade para dormir. Mas não significa que você não possa sair com seu filho. Nos primeiros meses, prefira festas menores, em que o som não é tão alto e onde você possa deixá-lo em um local tranquilo quando chegar a hora dele descansar. 

Vai dar bronca? Nem adianta! 
MITO. Adianta, sim, mas não é uma bronca. Você tem que explicar por que ele está sendo repreendido. É provável que seu filho tente de novo, e de novo... Repita a explicação quantas vezes for necessário. Durante toda a infância você vai ter que falar, e explicar, e repetir de novo. Isso é educar. E sempre com toda a paciência do mundo.

DVD educativo deixa o bebê mais inteligente 
MITO. Há DVDs que prometem estimular seu filho e até encorajá-lo a descobrir o mundo. Mas nessa idade o bebê aprende se relacionando com outras pessoas. Mauro Muszkat, neurologista, coordenador do núcleo de atendimento neuropsicológico infantil interdisciplinar do departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, explica que, caso a criança assista a muita TV, pode até ter problemas no seu desenvolvimento. “As imagens são tão rápidas que o cérebro desenvolve menos o córtex pré-frontal, área que envolve a manipulação e o armazenamento de informações, o que gera dificuldade para se concentrar.” A Associação Americana de Pediatria não recomenda programas televisivos ou em qualquer outra mídia para crianças com menos de 2 anos.

FONTES: ALESSANDRO DANESI, PEDIATRA DO HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS (SP); ANA PAULA MOSCHIONE CASTRO, PEDIATRA E ALERGISTA, DO INSTITUTO DA CRIANÇA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS (SP); BÁRBARA PAULETTI, ENFERMEIRA DO BERÇÁRIO DA MATERNIDADE PRÓ-MATRE (SP); CÁTIA FONSECA, PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA DA FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU/UNESP; MARIA CRISTINA SENNA DUARTE, PEDIATRA, ESPECIALISTA PELA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA; JOSÉ MARTINS FILHO, PEDIATRA E EX-REITOR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (SP); MARIANA TICHAUER, PSICÓLOGA CLÍNICA E TERAPEUTA FAMILIAR, DA CLÍNICA MULTIDISCIPLINAR EDAC (SP); MARTA PIRES RELVAS, NEUROBIÓLOGA E PSICOPEDAGOGA, PROFESSORA DE NEUROCIÊNCIA E APRENDIZAGEM DA FACULDADE INTEGRADA AVM (RJ); NILTON KIESEL FILHO, PEDIATRA, COORDENADOR MÉDICO DA EMERGÊNCIA DO HOSPITAL PEQUENO PRÍNCIPE (PR); MAURO MUSZKAT, NEUROLOGISTA, COORDENADOR DO NÚCLEO DE ATENDIMENTO NEUROPSICOLÓGICO INFANTIL INTERDISCIPLINAR DO DEPARTAMENTO DE PSICOBIOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO; ROBSON FREDERICO CUNHA, ODONTOPEDIATRA, DA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE ARAÇATUBA/UNESP 

Fonte: SiteCrescer

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Aprenda as técnicas orientais de respiração que contribuem para uma vida mais saudável


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(Foto: Priscila Prade)
Em um único dia, respiramos pelo menos 21,6 mil vezes. É um dos movimentos mais importantes do corpo humano, realizado, quase sempre, sem que prestemos a mínima atenção. Agora, respire mais fundo para acompanhar a explicação do fisiologista Walter Araújo Zin, da Universidade Federal do Rio de Janeiro: a cada minuto, quando inspiramos, 7,5 litros de ar, em média, entram pelas nossas narinas e penetram nos pulmões até chegar aos alvéolos, um emaranhado de pequenas bolsas que, esticado, teria o tamanho de uma quadra de tênis. Por eles, o oxigênio atinge a corrente sanguínea e, depois, as células, que fazem você existir. A perfeição desse mecanismo é objeto de estudo das tradições chinesas e indianas há pelo menos 3 mil anos. Na medicina convencional, pesquisas vêm mostrando a ligação entre a fisiologia da respiração, a neurologia e o comportamento. Sabe-se, por exemplo, que tomar consciência da forma como você inspira e expira pode ser um tratamento coadjuvante poderoso para males como stress, depressão e mesmo a síndrome do pânico, que hoje atinge 3,5% da população mundial – sobretudo mulheres. “Os exercícios respiratórios não substituem a medicação, mas podem ser tão importantes quanto ela”, afirma o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, chefe do Laboratório de Pânico e Respiração da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Se respirar direito ajuda até em doenças graves, imagine o bem do que é capaz quando se trata de controlar aquele frio na barriga de uma reunião tensa de trabalho, por exemplo. E a prática pode começar com uma receita bastante simples: preste atenção no modo como você respira. Agora, procure observar como respiram os bebês. Eles têm o padrão mais “natural” de respiração, a diafragmática. Ela acontece no diafragma, músculo que separa o pulmão de outros órgãos no abdome. Uma inspiração correta deve fluir suavemente e de forma profunda por meio desse músculo. Uma expiração longa, na mesma medida, consegue liberar muitas tensões.
Conexão com as emoções
A médica Claudia Giuli, 54 anos, encontrou no ato de respirar corretamente um meio de aliviar os sintomas da depressão. “Passei por dez psiquiatras e tomei remédios por 20 anos, com efeitos colaterais terríveis. Sentia apatia e me isolei. Queria ter tido filhos, mas nunca me achei capaz”, desabafa. “Quando me dei conta de que havia esgotado as possibilidades da medicina alopática, encontrei a ioga.” Praticante há dois anos, Claudia lembra que teve dificuldade em aprender as técnicas de respiração, os pranayamas. “Hoje sou capaz de lembrar do movimento do ar entrando e saindo mesmo fora das aulas. Diminuí os remédios e me sinto mais disposta e tranquila.” Para a psicóloga Márua Pacce, de São Paulo, professora de ioga há 37 anos, a respiração afeta as emoções e vice-versa. “Um simples susto pode fazer com que você respire rápida e superficialmente, enquanto um ritmo respiratório mais profundo é capaz de deixá-la mais centrada, com mais disposição e vitalidade. Durante a Primeira Guerra Mundial, um período de stress profundo, o próprio (Carl) Jung (psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica) praticava a arte da observação da respiração deitado na postura de relaxamento chamada shavasana”, afirma ela. Márua ensina três técnicas simples da ioga para fazer em casa. “Apenas observar o fluxo da respiração já aumenta a concentração. E uma mente concentrada favorece a realização das demandas de cada dia, minimizando o desgaste.”
Respiração diafragmática em shavasana
Deite confortavelmente sobre uma superfície firme, com os pés um pouco afastados e os braços ao longo do corpo, palma das mãos para cima. Deixe o ar entrar e sair com suavidade pelo nariz. Apoie uma das mãos sobre o peito, procurando deixá-la o mais imóvel possível, e descanse a outra mão abaixo das costelas, na região do baixo abdome. Imagine seu diafragma como uma bexiga, que infla na inspiração e esvazia na expiração.
Bramari
Sentada em uma cadeira, inspire pelas duas narinas. Ao expirar, solte os músculos da boca e tente reproduzir o zumbido de uma abelha. Os iogues acreditam que a técnica traz alegria ao praticante.
Nadi shodana
Sentada, ereta, coloque o dedo médio e o indicador da mão direita no ponto entre as sobrancelhas. Expire pelas duas narinas. Então, tampe a narina direita com o polegar e inspire apenas pela esquerda. Tampe a esquerda com o dedo anular e solte o ar pela direita. Agora inspire pela direita, tampe-a com o polegar e solte pela esquerda, completando um ciclo completo. Faça 12 ciclos. Esse pranayama restaura o equilíbrio em momentos de crise.

Fonte: SiteRevistaClaudia

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

4 maneiras de estimular a inteligência do bebê


Toda brincadeira deve ser recheada de afeto
Foto: Getty Images
Qualquer mãe torce para que o filho seja inteligente. Afinal, ter uma mente rápida e esperta é passaporte para o sucesso tanto na vida escolar quanto nos desafios profissionais lá do futuro. Confira as atitudes que você precisa ter para seu bebê ser mais inteligente e feliz:
1. Não iniba a curiosidade dele com frases do tipo: "Você não tem idade". "Você não entende nada." Também evite ficar na linguagem infantil ou só apresentar personagens desse universo. Dá para mostrar flores, obras de arte.
2. Segure o ímpeto de rotular a criança, dizendo que ela não leva jeito para isso ou aquilo. "Até os 3 anos, tudo é passível de ser desenvolvido", garante a especialista em estimulação Julia Manglano. Ela conta que já presenciou até bebês de temperamento mais parado se destacando em esportes depois de receberem estímulos motores.
3. Nos primeiros 2 anos de vida do seu filho, procure passar o máximo de tempo com ele. "Desde o nascimento, os estímulos têm de estar aliados à parte afetiva. O mais importante é o amor que o pai e a mãe demonstram. Sem isso, até existe um desenvolvimento, mas ele perde muito da sua eficácia", avisa Julia. Então, reserve momentos só para curtir o filhote. No fim de semana, coloque as outras atividades em segundo plano. Delegue, por exemplo, os afazeres de casa para uma funcionária, mas faça questão de dar a comidinha ou brincar com seu filho.
4. Toda brincadeira deve ser recheada de afeto, pois essa é a maior necessidade de uma criança. É importante que você esteja focada no momento que pretende passar brincando com seu bebê. Não vale atender celular nem ficar preocupada com outras coisas, ok? "O bebê está ligado em tudo. Ele percebe se a mãe está ou não atenta a qualquer expressão dele", avisa Julia.
Fonte: SiteMdeMulher

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Amamentar também faz bem para a sua saúde

Pesquisadores ingleses descobriram que o aleitamento materno pode contribuir para diminuir o peso da mãe para o resto da vida


Que a amamentação é importante para o seu bebê, você já sabe. Agora um novo estudo realizado por pesquisadores d
a Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostra que também faz muito bem para a saúde das mães que amamentam.

A partir das respostas de 750 mil mulheres que já tinham passado pela menopausa, eles descobriram que o IMC (Índice de Massa Corpórea) médio das pesquisadas diminuía 0,22 para cada 6 meses de amamentação. Ou seja, amamentar mais pode influenciar na sua forma mesmo anos após o parto. O IMC varia entre 18,6 e 24,9 para as pessoas com peso normal e, de acordo com os pesquisadores, a variação de 0,22 equivale a uma redução de 1% no IMC médio do grupo. Parece pouco, mas não é. “Mesmo uma diminuição pequena de 1% pode reduzir substancialmente o número de doenças relacionadas à obesidade”, afirmaram os cientistas.

Segundo Clery Bernardi Gallacci, pediatra e especialista em amamentação do hospital Santa Joana (SP), a mãe perde, em média, 700 calorias por conta da mamada por dia. E tem mais. Imediatamente após o nascimento, a ação hormonal desencadeada pela amamentação diminui o sangramento e contrai o útero, o que é fundamental para ele voltar ao tamanho normal.

A longo prazo, a mulher tem menos chance de desenvolver câncer de mama, ovário e útero, além de osteoporose. Alguns trabalhos científicos ainda apontam que quem amamenta também tem menor prevalência de diabetes.

De acordo com a pediatra, o recomendado é amamentar o bebê exclusivamente nos seis primeiros meses. A partir daí, é possível alternar a mamada com novos alimentos. Nem todas as mães podem ficar seis meses em casa, já que algumas têm apenas quatro meses de licença-maternidade. Se esse é o seu caso, mas você não quer abrir mão do aleitamento, existe solução. Basta fazer a ordenha (retirar o leite a armazená-lo para dar ao bebê ao longo do dia).


Cuidados na hora de tirar e armazenar o leite materno

- O frasco para guardar o leite deve ser de vidro com tampa de plástico, como o de café solúvel. Retire os rótulos e ferva a embalagem por 15 minutos e depois deixe secar sobre um pano limpo.


- Para realizar a coleta, cubra os cabelos com uma toca e use uma fralda de pano ou máscara sobre o nariz e a boca. Lave as mãos e os braços até o cotovelo com água e sabão e as mamas apenas com água.


- Anote na tampa dos frascos a data e hora em que realizou a coleta e guarde o frasco fechado imediatamente no freezer ou congelador. O leite congelado deverá ser oferecido à criança em até quinze dias.

Fonte: globo.com

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobreviver ao primeiro ano de casamento

Ele diz: “Fiquei surpreso de ver como eu e minha esposa somos diferentes! Por exemplo, eu gosto de deitar cedo para acordar cedo, mas ela gosta de ficar acordada até tarde. As alterações de humor dela me deixam perplexo! E outra coisa — quando eu cozinho, ela me critica muito, especialmente se eu limpo as mãos no pano de prato.”

Ela diz: “Meu marido não é de falar muito. Mas eu vim de uma família que conversa bastante, principalmente durante as refeições. E quando meu marido cozinha, o mesmo pano que ele usa para secar a louça ele usa para limpar as mãos. Isso me irrita! Por que é tão difícil entender os homens? Como as pessoas conseguem fazer o casamento dar certo?”
SE VOCÊ é recém-casado, tem passado por situações assim? Tem a impressão de que seu cônjuge de repente começou a mostrar falhas e defeitos que não eram notados durante o namoro? Como vocês podem diminuir o impacto dos “problemas de cada dia que terão na vida de casados”? — 1 Coríntios 7:28Bíblia na Linguagem de Hoje.
Primeiro, não pense que só porque vocês se casaram já são especialistas na vida de casados. Quando solteiro, pode ser que você tenha adquirido importantes habilidades para se relacionar com pessoas, e talvez as tenha aprimorado quando estava namorando. Mas o casamento vai exigir que você use essas habilidades de maneiras diferentes, e provavelmente terá de aprender outras. Você vai cometer erros? Sem dúvida. Conseguirá obter as habilidades necessárias? Com certeza!
O melhor modo de aprimorar qualquer habilidade é consultar um especialista e aplicar os conselhos dados. O maior especialista em casamento é Jeová Deus. Afinal, foi ele quem nos criou com o desejo de se casar. (Gênesis 2:22-24) Note como Sua Palavra, a Bíblia, pode ajudá-lo a superar os desafios e a adquirir as habilidades necessárias para que seu casamento passe do primeiro ano.

HABILIDADE 1. APRENDA A CONSULTAR UM AO OUTRO

Quais são os desafios?

 Keiji, * que mora no  Japão, às vezes esquecia que suas decisões afetavam sua esposa. Ele diz: “Eu aceitava convites sem consultar minha esposa. Depois, eu descobria que não dava para ela atender a todos aqueles compromissos.” Allen, da Austrália, diz: “Eu não achava normal um homem consultar a esposa para tomar decisões.” Por causa de sua formação isso era um desafio para ele. Aconteceu o mesmo com Dianne, que mora na Grã-Bretanha. Ela diz: “Eu estava acostumada a pedir conselhos à minha família. Então no começo, ao tomar decisões, eu os consultava em vez de consultar meu marido.”

Qual é a solução?

 Lembre-se de que para Jeová Deus o marido e a esposa são “uma só carne”. (Mateus 19:3-6) Para ele, nenhum outro relacionamento humano é mais importante do que o relacionamento entre marido e esposa. Para manter forte esse vínculo, a boa comunicação é essencial.
Marido e esposa podem aprender muito por analisar como Jeová se comunicou com Abraão. Por exemplo, leia a conversa registrada em Gênesis 18:17-33. Note que Deus mostrou consideração a Abraão de três maneiras. (1) Jeová explicou o que pretendia fazer. (2) Escutou enquanto Abraão dava sua opinião. (3) Dentro do possível, Jeová estava disposto a alterar o que pretendia fazer em consideração a Abraão. Como você pode fazer o mesmo ao conversar com seu cônjuge?
TENTE O SEGUINTE: Ao conversar sobre assuntos que afetarão seu cônjuge, (1) explique como você gostaria de lidar com a situação, mas apresente suas ideias como sugestões, não como decisão final ou ultimato; (2) peça a opinião de seu cônjuge e reconheça que ele tem o direito de ter um ponto de vista diferente; e (3) “seja a vossa razoabilidade conhecida” por dar preferência às opiniões de seu cônjuge sempre que possível. — Filipenses 4:5.

HABILIDADE 2. APRENDA A TER TATO

Qual é o desafio?

 Dependendo de sua criação ou formação cultural, talvez você tenha o hábito de expressar suas opiniões de modo muito direto, até mesmo ríspido. Por exemplo, Liam, que mora na Europa, diz: “De onde eu venho as pessoas não se expressam com muito tato. Meu jeito ríspido de me expressar sempre magoava minha esposa. Eu tive que aprender a ser mais gentil.”

Qual é a solução?

 Não pense que seu cônjuge quer que você fale com ele do jeito que você  está acostumado a falar. (Filipenses 2:3, 4) O conselho que o apóstolo Paulo deu a um missionário também serve para os recém-casados. Ele escreveu: “O escravo do Senhor não precisa lutar, porém, precisa ser meigo.” No grego original, a palavra traduzida “meigo” também pode ser vertida “ter tato”. (2 Timóteo 2:24) Tato é a habilidade de entender a necessidade de ser cauteloso numa situação e tratar o assunto com bondade.
TENTE O SEGUINTE: Quando você estiver irritado com seu cônjuge, imagine que, em vez de estar falando com ele, você esteja falando com um amigo ou com seu patrão. Você usaria o mesmo tom de voz e as mesmas palavras? Então pense nos motivos pelos quais seu cônjuge merece que você fale com ele de modo ainda mais respeitoso e com mais tato do que falaria com um amigo ou com seu patrão. — Colossenses 4:6.

HABILIDADE 3. APRENDA A SE AJUSTAR AO SEU NOVO PAPEL

Qual é o desafio?

 De início o marido talvez deixe a desejar no modo como exerce a chefia, ou pode ser que a esposa não esteja acostumada a dar sugestões com tato. Por exemplo, Antonio, da Itália, diz: “Meu pai dificilmente consultava minha mãe quando tratava de assuntos familiares. Por isso, no começo do meu casamento eu era um chefe de família autoritário.” Debbie, do Canadá, diz: “Eu exigia que meu marido fosse mais asseado. Mas meu jeito autoritário parecia deixá-lo ainda mais determinado a não mudar.”

Qual é a solução para o marido?

 Alguns maridos confundem o que a Bíblia diz sobre a esposa sujeitar-se ao marido com o que ela diz sobre os filhos obedecerem aos pais. (Colossenses 3:20; 1 Pedro 3:1) No entanto, a Bíblia diz que o marido deve ‘se apegar à sua esposa, e os dois devem ser uma só carne’, mas ela não diz isso sobre pais e filhos. (Mateus 19:5) Jeová considera a esposa como complemento, ou parte correspondente, do marido. (Gênesis 2:18) Ele nunca se refere aos filhos como complemento, ou parte correspondente, dos pais. O que você acha — se o marido trata a esposa como trata um filho, será que ele está honrando a instituição do casamento?
Na verdade, a Palavra de Deus diz que você deve tratar a esposa assim como Jesus trata a congregação cristã. Você pode tornar mais fácil para sua esposa aceitá-lo como seu cabeça se (1) não esperar que ela manifeste sujeição imediata e de modo perfeito e (2) se amá-la como a seu próprio corpo, mesmo quando surgirem dificuldades. — Efésios 5:25-29.

Qual é a solução para a esposa?

 Reconheça que seu marido é agora seu cabeça designado por Deus. (1 Coríntios 11:3) Se você honra seu marido, você honra a Deus. Se rejeita sua chefia, isso revela não só o que você sente com relação a seu marido como também o que sente com relação a Deus e aos seus requisitos. — Colossenses 3:18.



Um marido e sua esposa lavando a louça
Ao lidar com situações difíceis, aprenda a atacar o problema — não o caráter de seu marido. A Rainha Ester, por exemplo, queria que seu marido, o Rei Assuero, corrigisse uma injustiça. Em vez de atacar a pessoa dele, ela falou com tato. Seu marido aceitou sua sugestão e fez a coisa certa. (Ester 7:1-4; 8:3-8) É mais provável que seu marido a ame cada vez mais se (1) você lhe der tempo para aprender a exercer bem seu novo papel como chefe de família e (2) se você tratá-lo com respeito mesmo quando ele cometer erros. — Efésios 5:33.
TENTE O SEGUINTE: Em vez de ficar pensando nas mudanças que você acha que seu cônjuge deve fazer, pense no que você precisa mudar. Marido: quando você magoar sua esposa pelo modo como exerce ou deixa de exercer sua chefia, pergunte a ela como você pode melhorar, e então anote as sugestões. Esposa: quando seu marido achar que não está sendo respeitado, pergunte a ele como você pode melhorar, e depois tome nota das sugestões.

Tenha expectativas razoáveis

Conseguir um relacionamento feliz e equilibrado no casamento é como aprender a andar de bicicleta. É natural levar alguns tombos até ganhar confiança. Do mesmo modo, é natural cometer alguns erros enquanto se ganha experiência no casamento.
Mantenha o senso de humor. Leve a sério as preocupações de seu cônjuge e aprenda a rir de seus próprios erros. Aproveite as oportunidades para fazer seu cônjuge feliz no primeiro ano de casamento. (Deuteronômio 24:5) Acima de tudo, permita que seu relacionamento tenha como base a Palavra de Deus. Se fizer isso, seu casamento ficará cada vez mais forte com o passar dos anos.