sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobreviver ao primeiro ano de casamento

Ele diz: “Fiquei surpreso de ver como eu e minha esposa somos diferentes! Por exemplo, eu gosto de deitar cedo para acordar cedo, mas ela gosta de ficar acordada até tarde. As alterações de humor dela me deixam perplexo! E outra coisa — quando eu cozinho, ela me critica muito, especialmente se eu limpo as mãos no pano de prato.”

Ela diz: “Meu marido não é de falar muito. Mas eu vim de uma família que conversa bastante, principalmente durante as refeições. E quando meu marido cozinha, o mesmo pano que ele usa para secar a louça ele usa para limpar as mãos. Isso me irrita! Por que é tão difícil entender os homens? Como as pessoas conseguem fazer o casamento dar certo?”
SE VOCÊ é recém-casado, tem passado por situações assim? Tem a impressão de que seu cônjuge de repente começou a mostrar falhas e defeitos que não eram notados durante o namoro? Como vocês podem diminuir o impacto dos “problemas de cada dia que terão na vida de casados”? — 1 Coríntios 7:28Bíblia na Linguagem de Hoje.
Primeiro, não pense que só porque vocês se casaram já são especialistas na vida de casados. Quando solteiro, pode ser que você tenha adquirido importantes habilidades para se relacionar com pessoas, e talvez as tenha aprimorado quando estava namorando. Mas o casamento vai exigir que você use essas habilidades de maneiras diferentes, e provavelmente terá de aprender outras. Você vai cometer erros? Sem dúvida. Conseguirá obter as habilidades necessárias? Com certeza!
O melhor modo de aprimorar qualquer habilidade é consultar um especialista e aplicar os conselhos dados. O maior especialista em casamento é Jeová Deus. Afinal, foi ele quem nos criou com o desejo de se casar. (Gênesis 2:22-24) Note como Sua Palavra, a Bíblia, pode ajudá-lo a superar os desafios e a adquirir as habilidades necessárias para que seu casamento passe do primeiro ano.

HABILIDADE 1. APRENDA A CONSULTAR UM AO OUTRO

Quais são os desafios?

 Keiji, * que mora no  Japão, às vezes esquecia que suas decisões afetavam sua esposa. Ele diz: “Eu aceitava convites sem consultar minha esposa. Depois, eu descobria que não dava para ela atender a todos aqueles compromissos.” Allen, da Austrália, diz: “Eu não achava normal um homem consultar a esposa para tomar decisões.” Por causa de sua formação isso era um desafio para ele. Aconteceu o mesmo com Dianne, que mora na Grã-Bretanha. Ela diz: “Eu estava acostumada a pedir conselhos à minha família. Então no começo, ao tomar decisões, eu os consultava em vez de consultar meu marido.”

Qual é a solução?

 Lembre-se de que para Jeová Deus o marido e a esposa são “uma só carne”. (Mateus 19:3-6) Para ele, nenhum outro relacionamento humano é mais importante do que o relacionamento entre marido e esposa. Para manter forte esse vínculo, a boa comunicação é essencial.
Marido e esposa podem aprender muito por analisar como Jeová se comunicou com Abraão. Por exemplo, leia a conversa registrada em Gênesis 18:17-33. Note que Deus mostrou consideração a Abraão de três maneiras. (1) Jeová explicou o que pretendia fazer. (2) Escutou enquanto Abraão dava sua opinião. (3) Dentro do possível, Jeová estava disposto a alterar o que pretendia fazer em consideração a Abraão. Como você pode fazer o mesmo ao conversar com seu cônjuge?
TENTE O SEGUINTE: Ao conversar sobre assuntos que afetarão seu cônjuge, (1) explique como você gostaria de lidar com a situação, mas apresente suas ideias como sugestões, não como decisão final ou ultimato; (2) peça a opinião de seu cônjuge e reconheça que ele tem o direito de ter um ponto de vista diferente; e (3) “seja a vossa razoabilidade conhecida” por dar preferência às opiniões de seu cônjuge sempre que possível. — Filipenses 4:5.

HABILIDADE 2. APRENDA A TER TATO

Qual é o desafio?

 Dependendo de sua criação ou formação cultural, talvez você tenha o hábito de expressar suas opiniões de modo muito direto, até mesmo ríspido. Por exemplo, Liam, que mora na Europa, diz: “De onde eu venho as pessoas não se expressam com muito tato. Meu jeito ríspido de me expressar sempre magoava minha esposa. Eu tive que aprender a ser mais gentil.”

Qual é a solução?

 Não pense que seu cônjuge quer que você fale com ele do jeito que você  está acostumado a falar. (Filipenses 2:3, 4) O conselho que o apóstolo Paulo deu a um missionário também serve para os recém-casados. Ele escreveu: “O escravo do Senhor não precisa lutar, porém, precisa ser meigo.” No grego original, a palavra traduzida “meigo” também pode ser vertida “ter tato”. (2 Timóteo 2:24) Tato é a habilidade de entender a necessidade de ser cauteloso numa situação e tratar o assunto com bondade.
TENTE O SEGUINTE: Quando você estiver irritado com seu cônjuge, imagine que, em vez de estar falando com ele, você esteja falando com um amigo ou com seu patrão. Você usaria o mesmo tom de voz e as mesmas palavras? Então pense nos motivos pelos quais seu cônjuge merece que você fale com ele de modo ainda mais respeitoso e com mais tato do que falaria com um amigo ou com seu patrão. — Colossenses 4:6.

HABILIDADE 3. APRENDA A SE AJUSTAR AO SEU NOVO PAPEL

Qual é o desafio?

 De início o marido talvez deixe a desejar no modo como exerce a chefia, ou pode ser que a esposa não esteja acostumada a dar sugestões com tato. Por exemplo, Antonio, da Itália, diz: “Meu pai dificilmente consultava minha mãe quando tratava de assuntos familiares. Por isso, no começo do meu casamento eu era um chefe de família autoritário.” Debbie, do Canadá, diz: “Eu exigia que meu marido fosse mais asseado. Mas meu jeito autoritário parecia deixá-lo ainda mais determinado a não mudar.”

Qual é a solução para o marido?

 Alguns maridos confundem o que a Bíblia diz sobre a esposa sujeitar-se ao marido com o que ela diz sobre os filhos obedecerem aos pais. (Colossenses 3:20; 1 Pedro 3:1) No entanto, a Bíblia diz que o marido deve ‘se apegar à sua esposa, e os dois devem ser uma só carne’, mas ela não diz isso sobre pais e filhos. (Mateus 19:5) Jeová considera a esposa como complemento, ou parte correspondente, do marido. (Gênesis 2:18) Ele nunca se refere aos filhos como complemento, ou parte correspondente, dos pais. O que você acha — se o marido trata a esposa como trata um filho, será que ele está honrando a instituição do casamento?
Na verdade, a Palavra de Deus diz que você deve tratar a esposa assim como Jesus trata a congregação cristã. Você pode tornar mais fácil para sua esposa aceitá-lo como seu cabeça se (1) não esperar que ela manifeste sujeição imediata e de modo perfeito e (2) se amá-la como a seu próprio corpo, mesmo quando surgirem dificuldades. — Efésios 5:25-29.

Qual é a solução para a esposa?

 Reconheça que seu marido é agora seu cabeça designado por Deus. (1 Coríntios 11:3) Se você honra seu marido, você honra a Deus. Se rejeita sua chefia, isso revela não só o que você sente com relação a seu marido como também o que sente com relação a Deus e aos seus requisitos. — Colossenses 3:18.



Um marido e sua esposa lavando a louça
Ao lidar com situações difíceis, aprenda a atacar o problema — não o caráter de seu marido. A Rainha Ester, por exemplo, queria que seu marido, o Rei Assuero, corrigisse uma injustiça. Em vez de atacar a pessoa dele, ela falou com tato. Seu marido aceitou sua sugestão e fez a coisa certa. (Ester 7:1-4; 8:3-8) É mais provável que seu marido a ame cada vez mais se (1) você lhe der tempo para aprender a exercer bem seu novo papel como chefe de família e (2) se você tratá-lo com respeito mesmo quando ele cometer erros. — Efésios 5:33.
TENTE O SEGUINTE: Em vez de ficar pensando nas mudanças que você acha que seu cônjuge deve fazer, pense no que você precisa mudar. Marido: quando você magoar sua esposa pelo modo como exerce ou deixa de exercer sua chefia, pergunte a ela como você pode melhorar, e então anote as sugestões. Esposa: quando seu marido achar que não está sendo respeitado, pergunte a ele como você pode melhorar, e depois tome nota das sugestões.

Tenha expectativas razoáveis

Conseguir um relacionamento feliz e equilibrado no casamento é como aprender a andar de bicicleta. É natural levar alguns tombos até ganhar confiança. Do mesmo modo, é natural cometer alguns erros enquanto se ganha experiência no casamento.
Mantenha o senso de humor. Leve a sério as preocupações de seu cônjuge e aprenda a rir de seus próprios erros. Aproveite as oportunidades para fazer seu cônjuge feliz no primeiro ano de casamento. (Deuteronômio 24:5) Acima de tudo, permita que seu relacionamento tenha como base a Palavra de Deus. Se fizer isso, seu casamento ficará cada vez mais forte com o passar dos anos.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Toda a verdade sobre as cólicas


Elas duram apenas três meses, mas para os pais e para o bebê esse tempo é uma eternidade e um suplício. Entender o que acontece pode acalmar você e a criança. Quatro pediatras feras respondem a dez perguntas cruciais e explicam por que ninguém precisa temer essa fase
Luciana Marinelli
Ver o bebê com o rosto vermelho de tanto chorar, as pernas encolhidas e os dedinhos crispados - sinais típicos de que a razão da dor são as cólicas - é um espetáculo que nenhum pai quer presenciar. O grande alento é que as cólicas desaparecem no terceiro mês de vida, quase tão misteriosamente quanto chegaram, e não deixam nenhuma seqüela. Também é verdade que pais que lidam com a situação com tranqüilidade têm o dom de acalmar o bebê. Portanto, arme-se com as informações que colhemos com quatro consultores e aprenda a distinguir o que é mito e o que é verdade. 
1. Por que o recém-nascido tem cólica?
Ainda há muitos pontos obscuros sobre esse assunto. Não existe, por exemplo, uma causa exata. As cólicas são atribuídas à associação de alguns fatores, entre eles a imaturidade dos sistemas gastrintestinal e nervoso central, que, entre outras funções, controla as contrações do intestino. Como o processo de formação e funcionamento desses mecanismos ainda não está completo, ocorrem movimentos intestinais descoordenados que acabam provocando as dores. Passados três meses, esses sistemas adquirem maturidade e as cólicas deixam de fazer parte da rotina da família.
2. Por que algumas crianças têm cólicas e outras estão livres delas?
Cada indivíduo é único no que diz respeito a fatores genéticos e biológicos, o que explica parte da questão. A outra parte diz respeito ao ambiente. Embora não haja dados científicos sobre o assunto, os pediatras concordam que a atitude dos pais conta pontos. "A criança percebe tudo a sua volta, inclusive a tensão e a ansiedade dos pais", explica o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "A reação a esses estímulos externos pode ser a cólica." Tanto isso é verdade que, para o pediatra Ruy Pupo Filho, autor do Manual do Bebê (editora Campus Elsevier), a cólica é quase sempre uma característica do primeiro filho - o segundo costuma ter bem menos e o terceiro quase não tem. Excesso de agitação, como som e TV altos ou brincadeiras prolongadas, também pode desencadear ou turbinar as cólicas. Respeito ao ritmo e ao sono do bebê é fundamental.
3. Como saber se o choro é mesmo devido à crise de cólica?
Primeiro, por eliminação: o bebê está com fome? A fralda está molhada? Está com calor? Com frio? Se essas possibilidades foram descartadas e o choro continua, é grande a probabilidade de ser cólica. Além disso, há algumas características específicas: o bebê se contorce, o rosto fica vermelho e com expressão de dor, as mãos se fecham e o choro estridente parece inconsolável. Em muitos casos, as crises costumam acontecer no mesmo horário - à tardinha ou no início da noite.
4. Se o bebê mama no peito, a alimentação da mãe pode fazer diferença na presença e na intensidade das cólicas?
"Há pouca relação comprovada entre a cólica e a alimentação da mãe", afirma o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "O único alimento que sabidamente aumenta as cólicas do bebê se ingerido pela mãe é o leite de vaca, mas só se ela tiver alergia à proteína do leite de vaca ou intolerância à lactose." É possível que a mulher tenha esses problemas e não saiba, ou apenas descubra durante a amamentação, quando, em geral, por ordem médica, aumenta o consumo de leite e derivados.
5. Bebê que toma fórmula industrializada tem mais cólica do que o que é alimentado no seio materno?
Não há consenso sobre a questão. Para o nutrólogo Mauro Fisberg, a incidência é muito semelhante nos dois casos. "O que pode fazer diferença é que, se a amamentação for bem orientada, o bebê que mama no seio engolirá menos ar do que aquele alimentado por mamadeira e, conseqüentemente, terá menos cólicas", observa. Já o pediatra Ruy Pupo Filho acrescenta: "O leite materno é mais bem absorvido pelo organismo, além de conter elementos que contribuem para o amadurecimento rápido do intestino das crianças", afirma. "Com isso, a incidência de cólicas é menor em recém-nascidos que mamam no peito."
6. Quais as formas mais eficazes de combate a essa dor?
A primeira recomendação (por mais que pareça difícil) é manter a calma. "É preciso quebrar o círculo vicioso que se estabelece: a criança tem cólica, os pais ficam nervosos, o bebê sente mais dor, gerando ansiedade crescente nos pais e assim sucessivamente", diz a pediatra Lílian dos Santos Sadeck, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). "O que mais funciona é o pediatra conversar bastante com o casal, passando tranqüilidade e mostrando que se trata de uma questão puramente fisiológica, não de uma doença." Mas, se mesmo assim a crise vem, que medidas tomar? "Fazer massagens circulares na barriguinha e aquecê-la com bolsa térmica ou flexionar e estender as perninhas, fazendo bicicleta, ajuda", recomenda. "O contato pele com pele também tem efeito relaxante e calmante", orienta Ruy Pupo. "A mãe ou o pai devem deixar o bebê só de fralda e colocá-lo em contato com o corpo deles." Remédios, apenas com recomendação médica.
7. Chás e funchicória realmente funcionam?
Há pediatras que admitem o uso desses recursos, outros que não recomendam, portanto converse com o seu antes de decidir. "Não há comprovação da eficácia, mas em alguns casos parecem trazer alívio", diz Lílian Sadeck. Se a criança mama no peito, o chá, de camomila ou erva-doce, deve ser oferecido na colherzinha e nunca na mamadeira, para não interferir na amamentação. A quantidade também deve ser pequena. "Algo com cerca de 10 mililitros", aconselha a médica.
8. É verdade que enrolar o bebê em um cueiro ajuda a aliviar as cólicas?
O método das nossas avós de enrolar o bebê em um cueiro como maneira de acalmá-lo voltou à moda. A técnica pode até ajudar, por fazer com que ele se sinta mais protegido - afinal, simula o ambiente "apertadinho", porém familiar, do útero nos últimos dois meses da gravidez. Mas o colo da mãe pode ter o mesmo efeito de aconchego e segurança, sem restringir tanto os movimentos do pequeno.
9. Bebê que não arrota depois de mamar terá mais cólica em seguida?
Se o bebê engolir ar durante a mamada e não arrotar, pode haver formação de gases e, conseqüentemente, cólicas. Mas não significa que ele deva arrotar sempre que mama - não é regra que em toda mamada ele engula ar, principalmente se a pega do seio for correta, com a boca do bebê cobrindo a maior parte da aréola e o lábio inferior virado para baixo, formando um beicinho. Se a criança se alimenta com mamadeira, mantenha o bico sempre cheio de leite.
10. Durante a crise de cólica, algumas mães tentam amamentar para acalmar o bebê. É correto dar de mamar nessa hora?
Sugar tem efeito calmante e pode ajudar, sim. Mas, se ele mamou faz pouco tempo, costuma não ser uma alternativa adequada. "Nessa situação, o seio não terá mais tanto leite e há risco de a criança engolir ar, formando gases. Consegue-se, assim, o efeito contrário: aumentar bastante a cólica", explica Lílian Sadeck. 
Fonte: Revista Claudia (Bebê)
http://claudia.abril.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mudanças que os filhos trazem ao casamento

Carlos: * “Eu e Isabel ficamos empolgados com a chegada de nossa filhinha. Mas perdi muitas noites de sono nos primeiros meses depois que ela nasceu. Tínhamos várias ideias sobre como cuidar dela, mas nada deu certo.”

Isabel: “Depois que nossa filhinha nasceu, deixei de ser dona da minha vida. De repente, tudo passou a girar em torno da próxima mamadeira, da próxima troca de fralda ou da próxima tentativa de fazê-la parar de chorar. Foi uma mudança e tanto. Levou meses para que meu relacionamento com Carlos voltasse ao normal.”
MUITOS concordam que ter filhos é uma das maiores alegrias da vida. A Bíblia diz que os filhos são “uma recompensa” de Deus. (Salmo 127:3) Os que são pais pela primeira vez, como Carlos e Isabel, também sabem que os filhos podem afetar o casamento de formas inesperadas. Por exemplo, a nova mamãe talvez concentre toda sua atenção no bebê e fique surpresa de ver como o seu corpo e o seu coração reagem a cada choro do recém-nascido. Já o pai pode ficar maravilhado com o vínculo que se forma entre sua esposa e o bebê, mas ao mesmo tempo talvez se preocupe em ser deixado de lado de uma hora para outra.
De fato, o nascimento do primeiro filho pode desencadear uma crise no casamento. As inseguranças emocionais de um dos cônjuges e problemas não resolvidos entre o casal podem ganhar proporções maiores e vir à tona por causa do estresse de ser pais.
Como os novos pais podem se ajustar à agitação dos primeiros meses, quando o recém-nascido exige toda a atenção deles? O que o casal pode fazer para manter sua relação achegada? Como podem resolver desacordos sobre a criação de filhos? Vamos analisar cada um desses desafios e ver como os princípios bíblicos podem ajudar o casal a lidar com eles.

 DESAFIO 1: De repente, tudo gira em torno do filho.

Quando um bebê nasce, o tempo e os pensamentos da mãe se voltam para ele. Ela sente um profundo senso de realização ao cuidar de seu bebê. Por outro lado, o marido talvez se sinta negligenciado. Manuel, que mora no Brasil, diz: “A atenção que minha esposa me dava passou a ser dada ao nosso bebê. Para mim, essa foi a mudança mais difícil de aceitar. Antes, éramos só nós dois e de repente era só ela e o bebê.” Como você pode lidar com essa mudança radical?

Uma chave para ser bem-sucedido: Seja paciente.

 “O amor é longânime e benigno”, diz a Bíblia. O amor “não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado”. (1 Coríntios 13:4, 5) Quando um bebê nasce, o que o marido e a esposa podem fazer para aplicar esse conselho?
O marido sábio mostra seu amor à esposa por se informar a respeito do impacto físico e mental que o nascimento de um filho tem sobre a mulher. Se fizer isso, ele compreenderá por que sua esposa talvez tenha mudanças repentinas de humor. *Adam, que mora na França e tem uma filhinha de 11 meses, admite: “Às vezes, acho difícil lidar com as mudanças de humor de minha esposa. Mas tento lembrar que a frustração dela não é por minha causa. É apenas uma reação ao estresse de nossa nova situação.”
Se às vezes sua esposa reage mal às suas tentativas de ajudar, não fique logo ofendido. (Eclesiastes 7:9) Em vez disso, pense nos melhores interesses dela, não nos seus, e assim não ficará chateado. — Provérbios 14:29.
Por outro lado, a esposa que tem discernimento apoiará o marido em seu novo papel. Ela o envolverá nos cuidados com a criança, mostrando-lhe pacientemente como trocar fraldas ou preparar mamadeiras — mesmo que no início ele pareça desajeitado.
Helena, uma mãe de 26 anos, reconheceu que precisava fazer alguns ajustes na maneira de tratar seu marido. “Tive de aprender a não ser tão possessiva em relação ao bebê”, diz ela. “Tinha de lembrar a mim mesma de não ser tão exigente quando meu marido tentava seguir minhas sugestões sobre como cuidar da criança.”
TENTE O SEGUINTE: Esposa, se o seu marido faz algo para cuidar do bebê de uma maneira diferente da sua, resista à tentação de criticá-lo ou de refazer o que ele fez. Elogie-o pelo que ele faz direito, e isso lhe dará mais confiança e o incentivará a apoiá-la no que você precisa. Marido, reduza as atividades não essenciais para poder ficar o maior tempo possível ajudando sua esposa, especialmente nos primeiros meses depois do nascimento do bebê.

DESAFIO 2: Vocês estão se distanciando como casal.

Exaustos por acordar muitas vezes durante a noite e por crises inesperadas, muitos pais de primeira viagem lutam para permanecer achegados. Viviane, que mora na França e é mãe de duas crianças, admite: “A princípio, fiquei tão concentrada nas minhas obrigações como mãe que quase me esqueci de meu papel como esposa.”
Por outro lado, o marido talvez não se dê conta de que a gravidez teve um impacto em sua esposa — tanto no aspecto físico como no emocional. Um bebê pode consumir o tempo e a energia que vocês antes usavam para manter  sua intimidade em sentido emocional e sexual. Então, o que o casal pode fazer para que um bebê indefeso e encantador não seja um motivo para se distanciarem?


Marido e esposa conversando

Uma chave para ser bem-sucedido: Reafirmem seu amor um pelo outro.

 Descrevendo o casamento, a Bíblia diz: “O homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” (Gênesis 2:24) Jeová Deus tinha em mente que os filhos, com o tempo, saíssem da casa de seus pais. Em contraste com isso, ele espera que o vínculo de uma só carne entre marido e esposa dure a vida toda. (Mateus 19:3-9) De que maneira entender isso ajuda o casal com um novo bebê a manter as prioridades corretas?
Viviane, já citada, diz: “Meditei nas palavras de Gênesis 2:24, e esse texto me ajudou a lembrar que eu havia me tornado ‘uma só carne’ com meu marido — não com meu filho. Vi a necessidade de fortalecer nosso casamento.” Teresa, mãe de uma menina de 2 anos, diz: “Se vejo que estou me distanciando de meu marido, me esforço imediatamente para lhe dar toda a atenção, mesmo que seja só um pouquinho cada dia.”
Como marido, o que você pode fazer para fortalecer seu casamento? Diga a sua esposa que a ama. Reforce suas palavras com gestos de carinho. Faça um esforço consciente de amenizar qualquer sentimento de insegurança que ela tenha. Sara, uma mãe de 30 anos, diz: “A esposa precisa saber que ainda tem valor e é amada, embora seu corpo não seja mais como era antes da gravidez.” Alan, que mora na Alemanha e é pai de dois meninos, vê a necessidade de dar apoio emocional. Ele diz: “Sempre me esforço em ser um ombro amigo para minha esposa.”
Naturalmente, a chegada de um bebê interfere na vida sexual do casal. Portanto, o marido e a esposa precisam conversar sobre suas necessidades. A Bíblia diz que qualquer mudança no relacionamento sexual do casal deve ser feita por “consentimento mútuo”. (1 Coríntios 7:1-5) Isso exige comunicação. Dependendo de sua criação ou formação cultural, você talvez não fique muito à vontade para conversar sobre sexo com seu cônjuge. Mas essas conversas são essenciais à medida que o casal se ajusta à nova rotina como pais. Tenham empatia, sejam pacientes e honestos. (1 Coríntios 10:24) Dessa forma, você e seu cônjuge evitarão mal-entendidos e aumentarão seu amor um pelo outro. — 1 Pedro 3:7, 8.
O casal pode aprofundar o amor um pelo outro por mostrar gratidão. O marido sábio entende que grande parte do trabalho realizado por uma nova mãe passa despercebido. Viviane diz: “No fim do dia, muitas vezes sinto como se não tivesse feito nada — mesmo tendo ficado o tempo todo cuidando do bebê.” Apesar de fazer muitas coisas, a esposa que  tem discernimento terá cuidado em não menosprezar a ajuda que o marido dá à família. — Provérbios 17:17.
TENTE O SEGUINTE: Mãe, se possível, tire uma soneca quando o bebê estiver dormindo. Por “recarregar suas baterias”, você terá mais energia para o seu casamento. Pai, quando possível, alimente e troque o bebê durante a noite para que sua esposa possa descansar. Sempre reafirme seu amor, deixando bilhetes para ela, enviando mensagens de texto ou conversando com ela ao telefone. Como casal, tirem tempo para conversar a sós. Falem sobre vocês, não apenas sobre o filho. Mantenham forte sua amizade e assim vocês conseguirão lidar melhor com os desafios de ser pais.

DESAFIO 3: Vocês têm opiniões diferentes sobre a criação de filhos.

O casal talvez descubra que o fato de terem formações diferentes leva a discussões. Asami, uma mãe no Japão, e seu marido, Katsuro, tiveram esse problema. Asami diz: “Eu achava que Katsuro era muito tolerante com nossa filha, e ele achava que eu era muito dura com ela.” Como vocês podem evitar ficar um contra o outro?

Uma chave para ser bem-sucedido: Conversem entre si e apoiem um ao outro.

 O sábio Rei Salomão escreveu: “Pela presunção só se causa rixa, mas há sabedoria com os que se consultam mutuamente.” (Provérbios 13:10) Até que ponto você sabe o que o seu cônjuge pensa sobre a criação de filhos? Se vocês esperarem seu filho nascer para conversar sobre assuntos específicos relacionados à educação dele, talvez acabem brigando em vez de resolver o problema.
Por exemplo, com respeito às perguntas a seguir vejam em quantas respostas vocês concordam: “Como podemos ensinar a nosso filho bons hábitos alimentares e de sono? Será que devemos sempre pegar o bebê no colo se ele chorar na hora de ir dormir? Como podemos ensinar nosso filho a usar o banheiro?” É óbvio que as decisões que vocês tomarem serão diferentes das decisões de outros casais. Eugênio, pai de dois filhos, diz: “É preciso falar sobre as coisas para estar em sintonia. Então, juntos, vocês conseguirão suprir as necessidades de seu filho.”
TENTE O SEGUINTE: Pense em como seus pais criaram você. Que atitudes e ações deles você gostaria de imitar ao criar seu filho e quais você gostaria de evitar? Converse com seu cônjuge sobre as suas conclusões.

Um filho pode mudar o casamento para melhor

Assim como um casal de patinadores inexperientes precisa de tempo e paciência para conseguir ter equilíbrio no gelo, vocês precisam de tempo para se ajustar ao seu novo papel como pais. Mas vocês acabarão ganhando confiança.
Criar filhos testará o compromisso que vocês têm com seu casamento e mudará para sempre o relacionamento um com o outro. Mas também lhes dará oportunidade de desenvolver excelentes qualidades. Se aplicarem os conselhos sábios da Bíblia, vocês sentirão o mesmo que um pai chamado Renato sentiu. Ele disse: “Criar filhos foi bom para mim e para minha esposa. Agora somos menos egocêntricos e nos tornamos mais amorosos e compreensivos.” Essas mudanças com certeza são muito bem-vindas no casamento.
Fonte: http://www.jw.org