Fonte: Revista Executiva, ed. 07.
A insônia é um dos problemas mais recorrentes nos consultórios médicos e está ligada a diversos fatores de natureza física, psicológica ou até mesmo social. De acordo com Dalva Poyares, neurologista e professora do Instituto do Sono da Escola Paulista de Medicina, "45% dos casos de insônia são da categoria primária e por isso estão ligados à resposta anormal do cérebro ao estresse".
Em outras palavras, passar uma noite em claro por um motivo que gere ansiedade ou preocupação - como uma entrevista de emprego, por exemplo - constitui um tipo de insônia corriqueira, sujeita à maioria das pessoas. No entanto, para algumas, as dificuldades para dormir podem se prolongar por meses, transformando o indivíduo num insone crônico. "As pessoas que desenvolvem a insônia geralmente se cobram muito, trazem excesso de responsabilidade para si e são bastante preocupadas", observa Dalva Poyares. "Além disso, dores noturnas e problemas respiratórios também podem desencadeá-la", complementa.
Pelo fato deste distúrbio do sono estar ligado à ansiedade, ele é mais frequente em mulheres, ocorrendo comumente na menopausa. De acordo com a Dra. Poyares, há também uma relação bilateral entre a insônia e a depressão: uma pode levar à outra, e o excesso de responsabilidades muitas vezes pode ocasionar a Síndrome de Burnout, um distúrbio psíquico que provoca o esgotamento físico e mental fora do comum, gerando insônia e fadiga intensa.
Atenção! Não confunda insônia com a privação do sono. A última decorre de um mal comum entre os atarefados: o exagero de atividades. Por isso, a qualidade do sono é abalada não pela dificuldade de dormir ou de manter o sono, mas pelo tempo necessário de sono gasto com uma grande quantidade de tarefas diárias. Contudo, o contrário é passível de ocorrer: "pessoas inativas e aposentadas também costumam apresentar dificuldades na hora de dormir", diz a neurologista.
Por isso, busque equilibrar suas atividades físicas e mentais e mantenha horários regulares para assim criar uma rotina com o sono. Isso é muito importante para que o corpo se programe e saiba a hora exata de parar. "Busque agendar seus problemas bem antes de ir para a cama", aconselha Dalva Poyares. Desse modo, evitam-se preocupações que possam deixar o cérebro em constante estado de alerta e, assim, prejudicar o sono.

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